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O Espelho e a Máscara: Por que é tão difícil se amar de verdade e o que isso tem a ver com a sua autoestima.

  • Foto do escritor: Psicólogo Vanderson Neves
    Psicólogo Vanderson Neves
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Muitas pessoas acreditam que ter autoestima é estar sempre confiante ou atingir um padrão de perfeição. No entanto, na clínica psicológica, percebemos que a autoestima mora em um lugar muito mais simples — e, ao mesmo tempo, mais desafiador: a aceitação do real.


1. O reflexo que vem do outro e a construção da autoestima


Nossa construção como indivíduos começa no olhar de quem nos cuida. Nos primeiros anos de vida, a nossa autoestima depende da imagem que os outros nos devolvem. O problema é que, muitas vezes, passamos a vida adulta tentando satisfazer esse "olhar externo", esquecendo de construir o nosso próprio.


2. A armadilha do "Eu Ideal"


A baixa autoestima nasce de uma conta matemática cruel: a distância entre quem você é (Real) e quem você acha que deveria ser (Ideal).


Quanto maior esse abismo, menor o seu valor próprio. Amar-se não é um projeto para o futuro ("eu vou me amar quando eu conquistar X ou Y"). Amar-se é um exercício do presente. Um amor condicionado ao que você ainda não é nunca será satisfeito, pois sempre haverá uma nova exigência logo ali na frente.


3. O Personagem vs. O Ser


Você já sentiu medo de ser você mesmo e acabar perdendo o amor de alguém? Para evitar o abandono, muitos de nós criamos um personagem: acomodamos as vontades do outro e escondemos nossas falhas.


O resultado é uma solidão profunda. Se você usa uma máscara, todo o reconhecimento que recebe é direcionado ao personagem, e não ao seu verdadeiro SER. Nesse vínculo, o ausente é você — e você continua sentindo carência de afeto porque, no fundo, sabe que não é você quem está sendo amado, mas a sua atuação.


4. A Vergonha e a Comparação


A comparação é o veneno da autenticidade. Cada vez que você se compara, se coloca como superior ou inferior, perdendo a conexão com a sua humanidade. A vergonha é o sinal definitivo: se há algo em mim que não quero que o outro veja, o primeiro a me rejeitar sou eu mesmo.


O Caminho de Volta para Si: Um Convite à Terapia


Homem com autoestima boa

Abandonar o personagem e as comparações exige coragem, mas é o único caminho para viver uma vida com sentido e afetos reais. Amar-se como se é — com as imperfeições e tudo o mais — é a verdadeira definição de autoestima.


Se você sente que passou tempo demais tentando caber na medida do outro, que vive cansado de sustentar um personagem ou que a distância entre quem você é e quem você "deveria ser" está pesada demais, a psicoterapia pode ajudar.


A terapia é o espaço seguro onde você pode, finalmente, retirar a máscara sem medo de ser punido. É o lugar para olhar para a sua história, acolher o que você rejeita em si mesmo e aprender a se validar independentemente do olhar alheio.


Que tal começar esse processo de reencontro hoje?


Se você sente que é o momento de priorizar o seu verdadeiro "Eu", entre em contato para agendarmos uma sessão. Estou aqui para acompanhar você nessa jornada de volta para casa.


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